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Que fim levou o assassino de Bárbara Richardelle?


Quando o Gazeta Online publicou a primeira matéria da seção 'Que Fim Levou?' ? na ocasião sobre a travesti que matou um PRF ? pedimos a participação de internautas com sugestões de outros casos. Recebemos vários e-mails, e a maioria pediu que respondêssemos à pergunta: que fim levou o assassino que matou a namorada e comeu espetinho ao lado do corpo?

O eletricista Christian Cunha foi condenado em 2016 a 15 anos de prisão por ter matado a ex-namorada Bárbara Richardelle, e segue no Complexo do Xuri, em Vila Velha. A pena dele, no entanto, pode ser aumentada. O Tribunal de Justiça vai julgar ainda no fim deste mês um recurso do Ministério Público que pede o aumento da pena.

No recurso, o MPES diz que considera o tamanho da pena injusto e argumenta que as circunstâncias qualificadoras do crime e a frieza e crueldade apresentadas por Christian exigem uma punição superior. O recurso foi apresentado no início de julho de 2016, e o julgamento do pedido de revisão de pena de Christian está marcado para o dia 31 de maio. O relator é o desembargador Sérgio Luiz Teixeira Gama.

Durante o julgamento na primeira instância, em julho do ano passado, tanto o advogado da família de Bárbara na época, Homero Mafra, e o promotor Evaldo Martinelli, que representavam a acusação, tentaram convencer o júri a não abrandar a pena, que poderia chegar a 30 anos. Mas Christian foi condenado a 15 anos de prisão.

Sobre o recurso que será julgado no próximo dia 31, o advogado de Christian, José Guilherme Machado de Victa, acredita que a Justiça tende a manter a sentença da primeira instância. "A pena dada foi bem fundamentada, dentro dos limites da legalidade. Não acredito que a acusação vai conseguir reverter isso", comentou.

O eletricista está preso desde 2014 e foi condenado em 2016 por assassinato por motivo fútil, asfixia e impossibilidade de defesa da vítima. O tempo que ele passou preso é descontado do total da pena e ele pode pedir progressão para o regime semiaberto após cumprir 2/5 da punição.

O CRIME

Bárbara, então com 18 anos, foi morta por estrangulamento e golpes de cavadeira durante uma discussão dentro de uma obra onde Christian trabalhava, na Praia da Costa, em março de 2014.

Na época, Christian Cunha contou à Polícia Civil que se encontrou com Barbara na obra em que ele trabalhava, por volta das 17 horas do dia do crime. A vítima saiu da loja onde era vendedora, foi ao encontro do ex-namorado e os dois discutiram. O assunto principal era o mesmo que havia provocado o fim do relacionamento: fotos de Bárbara seminua que haviam vazado na internet.

A jovem acusava Christian ? com quem namorou por mais de um ano ? de ter divulgado as imagens. Ela teria enviado as fotos via e-mail para o acusado, no ano anterior. Bárbara voltou para o trabalho chorando, transtornada com a briga. Por volta das 19 horas, Christian ligou novamente para a garota e pediu para terem uma nova conversa, também na obra onde estava trabalhando. A jovem atendeu ao pedido do ex-namorado e foi até a construção, localizada na Rua Henrique Moscoso.

Na época do crime, o então delegado Adroaldo Lopes, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Mulher (DHPM), disse que Christian confessou o crime. ?Ele contou que os dois brigaram novamente e, ao encerrar a discussão, a vítima disse que tinha que ir embora, pois o namorado dela a aguardava. Christian disse que, quando Bárbara virou as costas para sair, ele a agarrou pelo pescoço e a esganou. Ao vê-la desfalecida, a soltou e o corpo caiu no chão?, detalhou o delegado.

Depois disso, ainda comprou um churrasquinho e um refrigerante e lanchou tranquilamente no local. Porém, ao perceber que Bárbara ainda se mexia, ele se armou com uma cavadeira que havia na obra e golpeou a ex-namorada no rosto até matá-la, por volta das 22 horas.

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Já de madrugada, aproximadamente às 2 horas do dia 18 de março, o eletricista estacionou o carro que usava ? um Fiesta preto, de propriedade do pai dele ? em frente à entrada da obra. ?Ele teve o cuidado de colocar o veículo próximo a um poste, na tentativa de que outras pessoas não o vissem?, detalhou Adroaldo Lopes.

O rapaz colocou o corpo de Bárbara no banco traseiro, conduziu o veículo até a Rodovia Darly Santos e o jogou às margens da estrada.

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